quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Deslineares pensamentos


Percebo isso hoje, já nenhuma palavra contrária pode ser proferida de minha língua, meu tempo não é mais o tempo do homem, meu tempo não é mais o tempo conhecido por vos. Não tenho pretensões de reconciliar-me com a humanidade, já não esta em mim tal decisão, digamos que deixo em tuas mãos singelas tão acostumadas a destruir o que é belo, deixo a um ser humano o poder de fazer com que eu olhe para a raça inteira com os mesmo olhos tolos e iludidos de antes, deixo para ti ser desprovido de percepção do que é o precioso e o vaidoso, somente se for capaz de enxergar além de suas luxúrias e egoísmos fará com que aquele em quem me tornei tenha uma visão positiva de toda tua casta, pois no momento, sou tudo menos humano.

Tenha seu tempo criatura humana, pois o meu tempo e o tempo humano já não são mais os mesmos. Ainda digo, não juntai tesouros na terra, que não são eles passíveis de vida nos céus, a retidão com que trata o seu semelhante é a mesma que lhe será ofertada por outrem, veja além do que vê as meras aspirações humanas, no sentido de que devemos sim, viver aqui, mas também deve-se ver o que há Além do viver neste mundo, se seu prazer reside na lagrima e na tristeza alheia então você vive e caminha para um viver obscuro onde a paz é meramente um desejo distante.

Seja bom, seja alem do que os acostumados aspiram, seja criatura única e assim sendo, faça o bem que todos os outros não o fazem.

Carpe diem

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Adeus 2010

Simplesmente assim!

Adeus 2010, já tive o maximo possível de você, e você meu caro, já extraiu meu nectar por demais!

Personal Jesus

Johnny Cash

Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares

Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone who´s there

Feeling unknown
And you´re all alone
Flesh and bone
By the telephone
Lift up the receiver
I´ll make you a believer

Take second best
Put me to the test
Things on your chest
You need to confess
I will deliver
You know i´m a forgiver

Reach out and touch faith
Reach out and touch faith
Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares

Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone who´s there.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Carmina Burana


Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos em um importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização de 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera. O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Atualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique.

Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.



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Ontem? Ontem me parece ter sido um bom dia.


"Abro a janela e eis que, em tumulto, a esvoaçar, penetra um vulto:

- é um Corvo hierático e soberbo, egresso de eras ancestrais.

como um fidalgo passa, augusto e, sem notar sequer meu susto,

adeja e pousa sobre o busto - uma escultura de Minerva,

bem sobre a porta; e se conserva ali, no busto de Minerva,

empoleirado e nada mais."


_Fim do ato #3...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bálsamo




Que remédio é a luminosa lua aos degenerados
esses, como eu, ainda presos, sempre arraigados
mas não tão pecaminosos quanto é meu próprio coração!
vivem os antigos em litanias, e nefando em suas desilusões
ainda hoje gritam desesperados: "Soltai meus grilhões!"
aos que sobrevivem, temerosas chagas os completam do nada.
que presente torto foi dado pela pessoa dita amada?

Taz Junes

"Miseribus Sanctus, Pecatoribus Ominus, Domine Deo Sabaoth!"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Versus




Caminho com a lucida paciencia, de pensar que o tempo é meu escravo,
quando muito ele me joga na demencia eu ostento o seu subjugar de modo vário sou eu meio arrogante de principio que a princípio lucido e singelo digo segura minha mao sem medo, e no universo passeia então... comigo!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Shakespeare depedaçado...

Desculpe, eu não posso mais. Não que não tenha forças, nem que me pareça cansativo sabe, mas eu simplesmente não consigo mais, não tenho esperanças de que vá te encontrar um dia, não vejo consolo, só Deus sabe o quanto esperei, só ele sabe o que já fiz pra esperar a sua chegada, só ele sabe o quanto quis ver voce dobrando a esquina e aparecendo de surpresa numa feição suave e doce, abrindo um breve e sincero sorriso ao perguntar:”Eu demorei muito?”

Sinto muito, mas deixei de acreditar que era possível essa visao, deixei de acreditar em voce, de brincar de esconde esconde tentando ver em qual rosto ia me surpreender, eu cresci, não posso mais brincar de esconde esconde, de principe e princesa, ou de cavaleiro de armadura, sou u m lorde, sou um cavalheiro, sou um visionário, e olhar pra traz me da cala frios, e olhar direto algo assim que jás tão longe me agride o ego. Eu já lutei com o homem por voce, eu já lutei com a fera por voce, eu enfrentei o espírito por voce, só pra ver voce dobrar a esquina, sair do bosque, ou se erguer do rio, mas todo esforço que fiz, hoje vejo que talvez o que venha de voce seja pouco pra mim, meu mundo é vasto, e permanecer num só bosque esperando, espreitando a sua surpresa ao me ver, não me compete mais, eu não tenho matilia, nem bando nem plumas. Arrancaram minhas asas quando eu pensei ter encontrado voce, quando eu imaginei estar olhando seus olhos, é na distração que lhe arrancam a esperança e o coração, agora, simplesmente, posso dizer: não mais.

Não há buraco fundo o bastante, nem lenda mortal acalentadora, eu estou deixando voce e a possibilidade de voce, eu estou largando tudo aquilo neste mundo que possivelmente dizia sobre seu paradeiro, vou apenas construir meu castelo, plantar meu jardim, e se por acaso você aparecer para tomar um chá ou rir de alguma história frente a lareira, será bem vinda, poderá ficar o quanto quiser, mas ainda sim, talvez eu ainda duvide que exista, pois não sou mais dado a contos de fadas, não vou desperdiçar minha inocência em um mundo que passa por cima dos seus sonhos todos os dias, aproveite o dia, de pierrô de colombina, ame seu proximo e viva sua sina.

Adeus meu amor, passar bem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pompa e circunstância...



Silêncio! Silêncio!
Não restaram mais lugares, nem mesmo os imaginários decentes pouparam-se.
Só restou esse circo que chamam de lembrança, e pasmem! As cantigas já desafinadas, sobre o esquife mórbido de minha amada só me levam a um augúrio de litania, a cantiga e o remedo do sentido imoto e quedo, que toco com esse violino, que plangente deixa recair nessa terra! Essa que se aduba com os sonhos de outrora, e escancara as veias do sentir, esse câncer. É assim quando se vê, é assim quando não se mascara! a verdade é como a faca afiada que suplanta o ouvinte a sua realidade indesejada, é o assalto imundo e insensível do sentir, mas é esta a verdade! É esta a monera que todos renegam, que desacatam como autoridade e deserdam como filhos, é como o abandono da esperança de um náufrago mendigo, que pobre socialmente, ainda pobre em vida, inda sim no fim pode-se abandonar roto o que se sonha, e dizer: "realidade seja então meu sonho, e assim um dia ainda há de se quebrar."

Oque sou?

Minha foto
Sou uma sombra escondida e repousante num coração murmurante, por trás de um semblante quase elegante... Ser que vive desde bem antes, feito de pedaços remendados, e no seu peito arfante, bate relutante um coração petrificado...